Já estamos finalizando o ano de 2019, com 2020 apontando um novo tempo para todos que fazem o turismo espiritual. Estamos presenciando uma onda de viagens altamente espiritualizada, as quais chamamos de peregrinações. Mas isso não é de agora.

Em 2012, na conferência Episcopal em Março de 2012, Géraldine Ballot, Presidente da Associação das Cidades-Santuário na França, confirmou que “há definitivamente uma forte tendência ascendente no turismo espiritual”. Naquela época, já se afirmava: “O turismo religioso, considerado por muito tempo um nicho, é um negócio em rápida expansão.”

Havia nos franceses então, uma preocupação em adaptar todas as suas realidades, àquela tendência que no momento só crescia. Importante citar: a França já era no momento uma das rotas principais de peregrinações do mundo.

turismo espiritual

Os números não mentiam:

  • 50 mil locais religiosos como: mosteiros, abadias, catedrais, igrejas, sinagogas, mesquitas, etc, que fazem parte do patrimônio Francês.
  • 10 mil deles são monumentos históricos protegidos e abertos ao público.
  • A França tem 163 santuários
  • Atraindo o maior número de visitantes, a Notre-Dame de Paris e a Sacré-Coeur de Montmarte recebem 13 milhões e 10,5 milhões de visitantes anuais, respectivamente.
  • Todos os anos, milhões de pessoas visitam o Sanctuaire Marial de Lourdes e 2,5 milhões vão ao Monte Saint Michel (um terço visitam a Abadia)
  • Em Puy-en-Velay, um santuário mariano é o ponto de partida para a Trilha de Santiago de Compostela – pelo menos 62 nacionalidades diferentes foram contadas na catedral em 2016.
  • As quatro rotas que levam ao Santuário Espanhol, permitem que os visitantes atravessem a França à pé, aproveitando a caminhada, e rota está repleta de edifícios religiosos – 71 deles têm status de Patrimônio Mundial da unesco.

E sabe qual é a coisa mais interessante?

turismo espiritual

 De acordo com dados do Escritório de Turismo e Congressos da capital francesa, em 2017, acima de qualquer outro local de visitação, a Catedral Notre-Dame, recebeu cerca de 12 milhões de visitantes ao longo do ano, e é o principal ponto de visitação preferido pelos turistas, seguido da igreja da Sacré-Coeur.

Então, percebam. Em 2012, existia uma tendência. Ao perceberem essa tendência, o Presidente da Associação cogitou priorizar essas atividades que por sinal, já eram bem estabelecidas na França, e em 2017, tivemos esses resultados. Com certeza 2019 os resultados foram bem melhores.

E não foi a Torre Eiffel que atraiu essa explosão de turista no país. Foram os Santuários religiosos.

A época, eles desenvolveram produtos multimídia para informar e orientar os visitantes, e aumentaram os pontos de acessos e as propostas personalizadas para atender às diversas expectativas, dentro outras. Eles acertaram em cheio. Hoje o turismo espiritual é uma tendência bem estabelecida na França.

Por que citei tudo isso para falar do Turismo religioso do Brasil?!

Acredito que esse tipo de turismo espiritual não é apenas uma tendência no País, mas também, uma consequência de toda evolução de conceito de vida, de mudança de mentalidade, de necessidade de unidade e de espiritualidade. Cada vez mais as pessoas precisam se encontrar com o sublime, com o que está acima deles para entender esse mundo cruel e arredio. E é claro que somente Deus pode nos revelar tudo isso.

santuário de aparecida

Assim sendo, para que isso se torne uma tendência bem estabelecida realmente aqui no Brasil, é preciso que tomemos atitudes que elevem nosso potencial, que já é tão alto, devido a sermos um povo muito religioso; unindo isso à práticas coerentes e necessárias como : apoio a desenvolvimento de rotas religiosas no país; adequações de produtos multimídias para orientar e informar bem a todos sobre os mesmos; adequação para bem receber os visitantes; apoio aos Santuários para demonstrar seus caminhos de peregrinações unindo o seu tipo de “serviço” ao serviço local e cultural de turismo;  investimentos e incentivos por parte de prefeituras e governos; e a preocupação com o crescimento das agências de viagens que atuam para que sejam e se tornem realmente especializadas para atender este tipo de público. 

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Como continuo a afirmar, o turismo religioso não pode ficar na mão da grande massa, como apenas um produto ou nicho a mais para se obter volume de clientes, no entanto, devemos estimular o crescimento pelas mãos daqueles que “são” com a vida, e não apenas “representam” este tipo de setor. Pois não podemos permitir que este tipo de turismo se torne comum, pois ele não o é. Ele é altamente dinâmico, pois lidamos com a fé.

 Mas estes profissionais também, devem, e precisam adequar-se a todas as regras, instituições e formatações do turismo; isso falando profissionalmente, para bem atuar. Não podemos ser amadores no que fazemos, somente porque estamos na igreja ou no turismo de fé.

Na próxima edição, falarei um pouco, do que o Brasil, através de instituições, governos e etc, tem feito para que essa tendência se torne rapidamente estabelecida no Brasil.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo a todos!

Jesus menino nascerá mais uma vez nos nossos corações!

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(Por Fabiana Lima)

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